HORA DA GESTANTE

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011


Infertilidade: como saber que há um problema


Se você vem tentando engravidar por pelo menos um ano sem sucesso (ou seis meses no caso de ter mais de 35 anos), talvez você ou seu parceiro tenham algum problema e seja hora de falar sobre isso com seu ginecologista. 

Comecei a tentar engravidar e está demorando. O que devo fazer? 


A questão da idade é muito importante, porque ela comprovadamente afeta a fertilidade. Depois dos 35 anos, você não deve perder tempo esperando. 

A primeira coisa que o médico vai fazer é conversar bastante para saber o histórico de saúde dos dois e depois provavelmente pedirá uma série de exames. 

Para a mulher, alguns dos testes iniciais são: 

• papanicolau (se já não foi realizado no último ano) 
• exame de sangue para checar imunidade contra rubéola, doença que pode provocar defeitos no feto se adquirida nos três primeiros meses de gestação 
• exames para detectar a clamídia, uma doença sexualmente transmissível que pode causar obstruções nas trompas (tubas uterinas). Pode ser exame de urina, sangue e conteúdo vaginal 
• exame de sangue para conferir a ovulação (geralmente feito sete dias antes da data prevista da menstruação) 
• exame de sangue durante a menstruação para medir desequilíbrios hormonais 
• histerossalpingografia (HSG): um contraste é injetado através do colo do útero e depois é feito um raio X para observar possíveis obstruções ou outras anomalias nas trompas e no útero 


Para o homem, alguns dos testes iniciais são: 

• espermograma 
• exame de urina ou sangue para clamídia 

Se os resultados desses exames forem normais, o médico poderá recomendar então algumas mudanças de estilo de vida para o casal, assim como mais um período de tentativas. Se os exames mostrarem alguma alteração, o mais possível é que ele os encaminhe para um especialista em fertilidade ou uma clínica. 

Qual é o próximo passo? 

O casal e o especialista em fertilidade viram uma espécie de equipe, trabalhando junto para descobrir pistas sobre o problema que está dificultando a gravidez. Os sistemas reprodutivos feminino e masculino são extremamente complexos, mas os especialistas são treinados para desvendar e, com um pouco de sorte, consertar quaisquer anomalias nessas incríveis máquinas. 

Tenha paciência para responder a dezenas de perguntas bem detalhadas sobre sua menstruação, incluindo quando ela veio pela primeira vez, quanto tempo dura seu ciclo, qual a intensidade de sangramento e se você sente ou não dor antes ou durante o ciclo. 

O médico fará também muitas perguntas sobre sua vida sexual, como se já teve alguma doença sexualmente transmissível, com que frequência mantém relações sexuais ou se usa ou não lubrificantes. 
Não se sinta invadida, já que tudo isso é essencial para traçar um quadro completo da sua saúde e sexualidade, a fim de determinar por que o bebê não vem. 

Pensando nisso, procure um especialista com quem se sinta bem confortável para se abrir e não deixe de falar de antemão sobre custos, assim você não correrá o risco de gostar do profissional e depois não ter como pagá-lo por um possível tratamento. Alguns casais optam por marcar horários separados para cada um dos parceiros ter um pouco de privacidade para discutir temas que não se sintam tão à vontade de falar na frente do outro. 

Quais são os exames dessa fase de investigação? 

É possível que o especialista em fertilidade repita alguns dos exames mencionados acima e peça alguns outros mais complexos. Saiba que muitos deles precisam ser realizados na parte inicial do ciclo menstrual, em dias bem específicos, então a mulher frequentemente tem que acabar abrindo espaço na agenda para fazê-los em horários nem sempre convenientes. 

Para as mulheres os exames podem incluir: 

• ultrassonografia: para checar se útero, trompas e ovários estão saudáveis 
• acompanhamento do desenvolvimento de folículos: através de uma série de ultrassons, os médicos verificam se os óvulos estão amadurecendo conforme o esperado dentro dos ovários 
• histerossalpingografia (HSG): um contraste é injetado através do colo do útero e depois é feito um raio X para observar possíveis obstruções ou outras anomalias nas trompas e no útero 
• laparoscopia: uma pequena câmera é introduzida no corpo para procurar obstruções nas trompas, num procedimento que chega a ser cirúrgico 
• histeroscopia diagnóstica: também utiliza uma pequena câmera para analisar problemas na região uterina 
• biópsia de endométrio: o médico pode retirar uma minúscula amostra de tecido da parede que reveste o útero, o endométrio, para análise. 

Para os homens os exames podem incluir: 

• análise de sêmen: o esperma é analisado em microscópio para detectar anomalias 

Quais são as nossas chances de realmente encontrar o problema? 

Em muitos casos, mais de um fator leva a dificuldades de engravidar, e alguns deles são mais complicados de detectar do que outros -- com isso um diagnóstico final nem sempre é possível. 

Em cerca de 20 por cento das situações, os exames não revelam nada de errado com nenhum dos parceiros. Os médicos chamam isso de "infertilidade sem causa aparente" (Isca), o que pode provocar grande ansiedade nas pessoas. Mas mesmo esse tipo de caso pode ser resolvido com tratamentos como uso de medicamentos especiais e técnicas de reprodução assistida. 

Além do mais, há sempre a possibilidade de você continuar tentando engravidar e acabar conseguindo naturalmente, especialmente se for jovem. 

A verdade é que lidar com tantas incertezas, exames e procedimentos médicos é duro e frustrante, então às vezes o melhor remédio é dar mesmo um tempo para se recuperar emocionalmente .


Minha bebê tem 1 mês. É mesmo necessário acordá-la de 3 em 3 horas para amamentar?


A regra geral é que, se o seu bebê está se desenvolvendo normalmente --mamando bem e ganhando peso --, você não precisa acordá-lo. Pode esperar que ele desperte sozinho. 

Com cerca de 1 mês, o bebê já é capaz de fazer o próprio horário, segundo Márcia Regina da Silva, enfermeira-chefe.

"É o bebê que estabelece o próprio ritmo de sono e mamada", explica ela, enfatizando a importância das mamadas em livre demanda, ou seja, quando se oferece o leite sempre que o bebê precisar, sem seguir horários rígidos. 

Normalmente os recém-nascidos dormem bastante -- entre 17 e 18 horas por dia nas primeiras semanas de vida e 15 horas por volta do terceiro mês. Ainda assim, eles quase nunca dormem mais que três ou quatro horas por vez. 

Isso se reflete também no padrão das mamadas. Ao final da primeira semana de vida, o bebê passa a mamar de seis a oito vezes por dia. Mas, se ele começar a dar umas espichadas no sono, principalmente à noite, é normal. Aproveite para descansar! Alguns (poucos!) bebês já dormem a noite toda aos 2 meses de vida. 

"No período noturno (entre meia-noite e 6 horas da manhã), se a criança estiver ganhando peso satisfatoriamente, não é problema deixá-la dormir durante seis horas", De dia,  recomendo que o bebê não fique mais de quatro horas sem mamar. 

 Se o bebê começar a dormir muito durante o dia e espichar os intervalos diurnos para mais de 5 horas, vai dormir mal à noite. "Durante o dia, entre três a quatro horas após a última mamada, é conveniente iniciar o ritual da próxima refeição, como a troca de fraldas, por exemplo", diz ele. 

Como o ganho de peso varia muito de bebê para bebê nessa fase, o acompanhamento de um pediatra é importante para ajudar você a saber se ele está crescendo bem. Nas consultas de rotina, o médico sempre vai pesar a criança e, se notar algo diferente, poderá recomendar a interferência no sono e ritmo de mamada do bebê. 

Nos primeiros dias de vida, siga a orientação do seu pediatra. Não é recomendado que um recém-nascido fique muito tempo em jejum, se você não souber se ele está ganhando peso direitinho.

Se você notar que o seu recém-nascido está sonolento demais, é bom consultar o pediatra, pois pode ser sinal de algum problema, como hipoglicemia ou desidratação.

domingo, 11 de setembro de 2011

PAPAI 10 MANEIRAS DE COLABORAR COM A MAMÃE



Muitos homens às vezes acabam se sentindo como uma parte sobrando da gravidez da mulher, por isso a Hora da Gestante  preparou uma lista com 10 sugestões bem simples para que isso não aconteça com você. Participe ativamente! 

1. Seja paciente 

Sua parceira está vivendo um período muito louco, alternando sentimentos de alegria e preocupação o tempo todo. Além disso, os hormônios da gravidez provocam enormes mudanças de humor.

Diante de tanta variação, se ela sair da gargalhada para o choro em questão de minutos, tente ser paciente e lembrar que isso não dura para sempre. 

2. Seja carinhoso 

À medida que o corpo de sua parceira muda e os sintomas da gravidez se intensificam, é possível que ela se ache menos atraente. Cabe a você ajudá-la a se sentir tão amada e desejada quanto antes. Faça elogios, seja fisicamente carinhoso e leve-a para passeios a dois. 

3. Seja interessado 

Pergunte o que ela está sentindo e vá às consultas e ultrassons do pré-natal quando puder. Quanto mais você demonstrar que estão juntos nesta fase, mais tranquila ela vai se sentir. Esse acompanhamento próximo da gestação também ajuda você a criar elos com o bebê. 

4. Abandone os maus hábitos 

Para que o bebê seja saudável, é recomendável que sua mulher tenha hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, não fume e fique longe das bebidas alcoolicas. Tudo ficará muito mais fácil para ela se você também embarcar nesse mesmo estilo de vida. 

5. Colabore para que ela descanse 

Nos primeiros meses de gravidez, sua parceira provavelmente vai se senti rcansada o tempo todo. Ajude-a a dormir bem sempre que possível.

Surpreenda-a com uma massagem depois do banho e organize as coisas para que ela se deite mais cedo. 

6. Seja um parceiro contra o enjoo 

Leve o café-da-manhã na cama. Nem que sejam algumas bolachas de água e sal e um copo de água para fazê-la se sentir menos enjoada. Se você estiver inspirado, faça um chá de menta com gengibre para que ela tome ao longo do dia. Ou prontifique-se para ir ao supermercado comprar qualquer coisa que ela ache que vá diminuir a náusea. 

7. Converse com os amigos 

Procure seus amigos para desabafar. Seja sobre preocupações financeiras, seja sobre as variações de humor da sua mulher, ou as mudanças na vida sexual de vocês.

Se você deixar tudo preso e engasgado dentro de si próprio, uma hora vai acabar descontando na sua parceira e causando mais tensão e estresse. 

8. Pense em nomes para o bebê 

A escolha do nome é uma grande decisão não só para vocês, como também para seu filho, que terá que conviver com ele pelo resto da vida. Não deixe esse assunto para a última hora.

Converse com sua parceira sobre suas preferências e sobre aqueles nomes absolutamente vetados, assim nenhum de vocês terá que encarar decepções mais para a frente. 

9. Participe das compras 

A decoração do quarto do bebê e a escolha do melhor carrinho e das primeiras roupinhas são tema de enorme interesse para a sua mulher, mesmo que pareçam menos importantes para você.

Envolva-se e procure curtir também essa temporada de compras. Aproveite a chance para vocês saírem e começarem a construir o mundo do bebê juntos. Você pode até se voluntariar para pesquisar por conta própria as alternativas (que são muitas) de cadeirinhas para o carro. 

10. Organize as finanças 

Ter um filho é caro. Use o tempo antes de ele nascer para programar melhor, junto com sua mulher, o orçamento da casa e fazer ajustes no que for necessário, desde as despesas da hora do parto. É bom já pensar também no futuro e em como poupar para que, um dia, vocês possam oferecer tudo o que sonham a seu filho.

Saber que as finanças da família estão sob controle trará bem mais segurança à sua parceira, algo superimportante nesta fase. 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Como contar a gravidez em semanas e em meses




E quando a pessoa não sabe a data da última menstruação? 



Já sei a data prevista para o parto, mas o que isso quer dizer? 

E quando me perguntarem de quantos meses estou, o que respondo? 

Por que se fala tanto em trimestre na gravidez? 




O que fazer quando o bebê não dorme de dia

Cada criança tem seu próprio padrão de sono. Alguns bebês dormem mais durante o dia, outros mais à noite. Quase todos os bebês, no entanto, tiram sonecas diurnas. Os mais novinhos costumam tirar três sonecas por dia, embora alguns acabem tirando duas mais longas. Depois de um ano, muitas crianças só fazem um soninho diurno por dia. 
Veja nossas sugestões: 

• Tente estabelecer uma rotina. A rotina leva as crianças a saber o que esperar, e previsibilidade é algo vital quando elas são pequenas. Ela também ajuda você a entender melhor em qual horário seu filho geralmente fica cansado, com fome ou querendo brincar. Não é preciso ser rígida e seguir um horário exato, mas o fato de fazer algumas coisas mais ou menos na mesma hora, todos os dias, pode facilitar sua vida e a de seu filho também. 

• Deixe o bebê pegar no sono sempre no mesmo lugar. O ideal é que o lugar da soneca seja o mesmo do sono da noite, assim ele vai associar o ato de dormir a um mesmo local. Claro que, se você estiver a caminho de algum lugar, o bebê pode dormir na cadeirinha do carro ou no carrinho. Caso seu filho frequente um berçário ou a creche, procure, então, colocá-lo sempre no mesmo local para dormir nos momentos em que ele estiver em casa. 

• Reserve um tempo para o bebê antes da soneca, da mesma forma que você faz antes de colocá-lo para dormir à noite. Feche as cortinas, leia um livro ou cante uma música de ninar, num mini-ritual para mostrar que está na hora do soninho diurno. 

• Ponha o bebê para dormir quando ele estiver cansado. Um erro que muitos pais cometem é esperar demais para colocar o filho para dormir. Geralmente há um intervalo de tempo, uma "janela", durante o qual a criança vai adormecer fácil. Se você adiar muito, o bebê vai ficar cansado demais e terá mais dificuldade para adormecer. Aprenda a decifrar os sinais. Alguns bebês esfregam os olhos ou as orelhas com a mão; outros ficam irritados ou com o olhar mais parado. Na hora em que seu filho demonstrar o cansaço, ponha-o para dormir imediatamente. 

•Tente ensinar o bebê a dormir sozinho. Por volta dos 3 meses, os bebês começam a aprender a se ninar, seja chupando o dedo, apalpando a própria roupinha ou simplesmente deixando-se adormecer. Procure dar ao bebê uma chance de dormir por conta própria, em vez de ficar com ele no colo ou dando mamadeira para que ele durma. 

Uma vez que ele aprenda que não tem problema ficar sozinho, até as sonecas vão ficar mais compridas. E a capacidade de adormecer por conta própria será essencial quando ele estiver maior, depois dos 6 meses, e acordar no meio da noite. Ela permitirá à criança voltar a dormir sem precisar ser ninada ou mamar, e os pais nem perceberão que ela acordou -- a situação ideal. 

É preciso muita paciência para ajudar o bebê a desenvolver uma rotina de sono, mas, ao investir nisso logo de início, você auxiliará seu filho a dormir bem nos próximos meses e anos de vida.

sábado, 20 de agosto de 2011

ESCOLHENDO O CARRINHO DO BEBÊ


Como é que faço para escolher um carrinho de bebê? 

Há hoje em dia tantos tipos, marcas e modelos de carrinhos de bebê no mercado que fica difícil mesmo saber o que é o melhor para você e seu filho. Um bom começo é considerar, além do preço, claro, a faixa etária do bebê e por quanto tempo você espera usá-lo.

Se você está grávida ou tem um recém-nascido, vai precisar de um carrinho que recline bem (quase chegando a uma posição de deitar completamente) até cerca de 6 meses, quando ele já poderá ficar em uma posição mais sentada. Muitas famílias investem em um carrinho mais robusto para que dure justamente dessa fase de bebezinho até que a criança fique maior, com 2 ou 3 anos.

Outra opção é ter um carrinho para uso nos primeiros meses e depois outro, mais leve e portátil, para quando a criança já puder sentar para passear na rua.

Para ajudar você na escolha, a Hora da Gestante apresenta a seguir um guia das vantagens e desvantagens dos diferentes carrinhos disponíveis nas lojas do país. Caso vá comprar um carrinho no exterior, não deixe de levar em conta se é um tipo que se adequará às suas necessidades e limitações (principalmente de espaço), já que a troca sempre será mais complicada. 

Carrinho de passeio leve, tipo guarda-chuva 

Mais baratos e menos duráveis, esses carrinhos são leves e costumam ser dobráveis e bem portáteis. São uma excelente opção para viagens. Geralmente cabem sem problemas no porta-malas do carro ou até no compartimento de bagagens de um avião. Alguns vêm com uma bolsa ou alça para facilitar o transporte.

Embora incomparáveis na hora de uma saída rápida, muitos pais não os consideram ideais para passeios mais longos, por não serem tão confortáveis para as crianças quanto os carrinhos maiores e com mais posições (especialmente quando a criança tira um longo cochilo nele). Outro ponto importante para ficar de olho é se a parte de cima fecha o suficiente para proteger seu filho do sol.

Se o carrinho se reclinar totalmente, pode ser usado até por recém-nascidos. Do contrário, espere até o bebê ter de 4 a 6 meses para colocá-lo nesse tipo de carrinho.

Não deixe de checar no manual de instruções do fabricante o limite de peso e se é realmente um produto feito para crianças menores ou se é destinado só para as maiorzinhas. 

Carrinho de bebê tradicional 

Os carrinhos de bebê tradicionais apresentam bem mais variação de preços, mas também de posições e outros extras. De modo geral, a base dos carrinhos é mais sólida, de metal ou alumínio. As rodas duram mais e giram com mais facilidade, a barra onde os pais seguram é mais confortável e há mais espaço para o bebê, além de lugar para colocar objetos.

Há modelos com rodas maiores na frente ou atrás, e de quatro ou três rodinhas. Faça um test-drive na loja para ver se ele se desloca fácil.

Para decidir o quanto investir, pense nos seus planos a longo prazo. O carrinho será usado por mais de uma criança? É melhor comprar um modelo mais barato agora e depois, se tiver mais filhos, comprar outro? Quanto vale a aparência da peça? Será que cabe em todo tipo de porta-mala de carro?

Carrinhos que reclinam quase totalmente podem ser usados desde a fase de recém-nascido até que seu filho tenha uns 3 anos (ou até mais, se ele gostar de passear de carrinho).

Muitos modelos são vendidos em conjunto com o bebê-conforto que serve como cadeirinha do carro para bebês de até 9 kg, no chamado "travel system". É muito conveniente porque o bebê-conforto se encaixa no carrinho. O encaixe às vezes também é possível mesmo que carrinho e bebê-conforto não tenham sido comprados juntos.

Existem modelos que contam ainda com um moisés à moda antiga.

Há carrinhos que vêm com bandejas para apoiar mamadeira ou copo e outros acessórios. Na hora da compra tudo isso pode ser muito sedutor, mas não deixe de medir, acima de qualquer coisa, a praticidade do carrinho para o seu dia-a-dia.

Lembre-se de abrir e fechar para ver se será realmente fácil pôr no carro e tirar e também se será tão leve quanto você imagina. Você vai ter que fazer isso milhares de vezes ao longo dos próximos anos! 

Carrinho de 3 rodas para cooper 

Com base mais leve, estrutura para absorver choques, rodas maiores (tipo de bicicleta) e freio, os carrinhos para corrida permitem que pai ou mãe façam cooper sem se preocupar em chacoalhar demais o bebê.

Esse tipo de carrinho é adequado só para bebês com mais de 6 meses. É importantíssimo que o cinto de segurança seja sempre usado nas corridas. O freio proporciona mais controle para o pai ou a mãe. Se for correr com o bebê, preste atenção para ver se o carrinho é para cooper mesmo: alguns modelos têm três rodas mas não são projetados para corrida.

Só leve em consideração correr com o bebê se tiver uma pista razoavelmente lisa ou um calçadão para praticar o exercício. As calçadas esburacadas das grandes cidades podem ser bem perigosas para a atividade.

Modelos mais antigos de carrinhos para corrida costumavam ser pesados e difíceis de montar e desmontar, porém os mais recentes dobram com facilidade e são mais confortáveis para o bebê. Mas o carrinho para cooper é bem maior que um carrinho normal -- leve isso em conta. 

Carrinho duplo 

Para quem espera gêmeos ou vai ter o segundo filho com pouca diferença do primeiro, o carrinho duplo é uma boa opção. A grande vantagem é permitir que uma pessoa só saia com os bebês. Famílias com trigêmeos às vezes optam por um carrinho duplo e um simples.

A primeira decisão a tomar é: você vai querer que os bebês fiquem lado a lado no carrinho ou um na frente e o outro atrás, como um trenzinho?

Os pais de gêmeos tendem a preferir lado a lado para evitar futuras brigas sobre quem vai na frente. No caso de crianças de idades diferentes, esse tipo de problema é mais fácil de administrar.

Uma dica importante é olhar com atenção todos os cômodos e corredores da sua casa para ter certeza de que se comprar um carrinho duplo do tipo lado a lado ele passará pelas portas e entre os seus móveis (e também a porta e o espaço interno do elevador). Pense também nos lugares que mais frequenta, como casa de avós, primos, lojas e restaurantes, e nos espaços por onde terá que passar para chegar até eles.

Da mesma forma que os carrinhos tradicionais, se os assentos se reclinarem bem, os carrinhos duplos poderão ser utilizados desde a época de recém-nascidos até que as crianças tenham 3 anos ou mais, dependendo do modelo.

No carrinho tipo trenzinho, o assento da frente pode ser menos confortável para uma criança dormir.

Em qualquer carrinho duplo, o teste de colocar no porta-malas do carro é especialmente importante, porque eles costumam ser bem volumosos e pesados.

Existem também alguns adaptadores que permitem juntar dois carrinhos simples, transformando-os em duplos. O problema é que o "conjunto" fica muito largo e pode ser difícil passar por portas.

Outra opção para irmãos mais velhos é uma espécie de "degrau" que alguns carrinhos possuem, que permitem à criança maior pegar uma carona de pé, no carrinho. O modelo não é muito comum no Brasil, mas você pode pesquisar. O "degrau" também pode ser vendido à parte e acoplado a um carrinho tradicional.

AGORA É a VEZ do PAPAI LER ESTE ARTIGO

Mitos e verdades

Cinco mitos sobre a paternidade


Mitos e verdades 

Se você é como a maioria dos pais de primeira viagem, deve estar com algumas idéias na cabeça um tanto equivocadas sobre o significado da paternidade. Esses conceitos são baseados em experiências com seu próprio pai e em atitudes que você acredita serem esperadas pela sociedade. Infelizmente, há poucos recursos disponíveis para ajudar os homens a processar tais assuntos ou para colocar tantos mitos em xeque. Mesmo assim, quanto mais você examinar e buscar entender suas expectativas sobre a paternidade, mais chances terá de se tornar o pai que deseja.

Talvez o maior dos mitos seja o de que há apenas uma definição do que é ser um "bom pai". A questão é que a paternidade não é nenhuma entidade imutável. Você tem o poder de fazer dela o que quiser para atender às suas necessidades, assim como as da sua família. E o melhor de tudo é que tem tempo para isso. Da gestação aos primeiros anos de uma criança, os homens mudam e desenvolvem uma identidade única como pais. Veja a seguir outros cinco mitos sobre a paternidade e a verdade escondida por trás deles. 

Mito 1: Só os sentimentos da gestante é que contam 

As incríveis mudanças no corpo de sua parceira durante a gravidez e os preparativos para o parto podem fazer com que se acredite que somente os sentimentos dela importam neste momento. A preocupação com o bem-estar físico e mental da mulher na gravidez é importante, assim como depois que o bebê nascer, o que não quer dizer que os sentimentos do pai não sejam também.

É mais fácil para um futuro papai falar todo animado sobre os aspectos positivos das mudanças que vêm pela frente. Bem mais complicado é dar voz à inevitável sensação de temor e apreensão. Será que vou desmaiar na hora do parto? Será que vai haver alguma complicação? Será que nosso relacionamento vai mudar? Será que a chegada de um filho não vai atrapalhar minha carreira?

É importante que sua parceira saiba dos seus receios. Muitos pais não compartilham medos sobre a gravidez e a chegara do bebê com as mulheres para poupá-las de mais preocupação. A verdade é que a maior parte das mulheres queresse tipo de interação. Conversas sinceras e abertas só vão aproximar vocês dois.

Não deixe também de conversar com amigos que estejam passando ou já tenham passado pela experiência. 

Mito 2: Recém-nascidos não precisam dos pais 

A forte ligação entre sua parceira e o bebê, especialmente se ele estiver mamando no peito, poderá deixar você se questionando se afinal de contas vai servir para alguma coisa. Saiba que sim.

Você é uma pessoa importante na vida do neném e traz conforto e segurança a ele. Para criar um vínculo especial com seu filho, segure-o no colo, nine-o, converse com ele ou cante uma música -- só espere para fazer isso depois das mamadas, assim a atenção dele será total. Além de ter momentos especiais com o bebê, você também estará ajudando a dar um tempo para sua parceira descansar e recuperar as energias depois de amamentar.

Você pode ajudar a alimentar o bebê se sua parceira ordenhar o leite para colocar em uma mamadeira ou copinho, ou se vocês, junto com o pediatra, tiverem decidido complementar a alimentação com fórmula láctea. 

Mito 3: Homens não sabem cuidar de bebês 

Esta é uma grande mentira que impede pais de terem uma relação próxima com os bebês e causam ansiedade nas mães, que temem que os homens não sejam capazes de lidar com recém-nascidos. No mundo de hoje não faltam exemplos de homens que cuidam de bebês sozinhos.

Pais e mães aprendem a atuar como tal no dia-a-dia, pela vivência e pelo contato com as crianças. Se dedicar tempo para seu filho, você naturalmente aprenderá a reconhecer as necessidades dele. 

Mito 4: Homens que se dedicam aos filhos não estão bem na carreira 

Muitos homens cresceram com o conceito de que seu valor era basicamente medido pelo trabalho. Mas essa verdade, que já foi absoluta, começa a mudar, e alguns homens estão trocando as conquistas profissionais por mais tempo com a família, por enxergar aí a fonte de sua satisfação pessoal, e não porque simplesmente suas carreiras já não iam bem mesmo.

Hoje em dia, mais homens do que nunca sentem que ser bons pais é uma conquista significativa por si. 

Mito 5: Você está destinado a ser um pai igual ao que teve 

Seu próprio pai vai adquirir novos significados quando você se tornar pai. É natural pensar em sua história e acreditar que, por bem ou por mal, seguirá os passos do seu pai. Mas não tem que ser assim. Seu pai é uma das influências sobre o tipo de pai que você será, porém não a única.

Pense em todas as pessoas que afetaram sua vida ao longo do tempo, de professores a amigos, tios e irmãos, e crie sua própria identidade paterna.

Basta ver como cada lugar do mundo encara a paternidade de uma forma diferente. Em algumas culturas africanas, por exemplo, "pai" é na verdade um grupo de homens, não um indivíduo. A paternidade é socialmente construída, baseada nas necessidades dos integrantes de um determinado local, em um determinado momento histórico. Foi assim com nossos pais. Para eles, ser bom pai era, acima de tudo, ser bom provedor e não deixar faltar casa, comida e educação para os filhos. Os homens agiam conforme o que parecia ser melhor dadas as demandas sociais e familiares da época.

Você também fará esse tipo de escolha. Procure enxergar a paternidade como um papel a ser desempenhado diariamente, conforme você explora as possibilidades da vida. Pegue as experiências positivas de sua própria família e acrescente novas por conta própria. Leia mais sobre como se inspirar se você não teve um superpai. 

Como questionar os mitos da paternidade 

1. Reflita sobre como a paternidade está afetando você. Compartilhe impressões com sua parceira e amigos que estão na mesma situação.

2. Pegue, acarinhe, nine e conforte seu recém-nascido desde a hora em que ele nascer.

3. Aprenda a trocar fraldas, dar banhos, alimentar seu filho e ser parte da rotina dele.

4. Pense nas concessões profissionais que está disposto a fazer para ter mais tempo para seu filho. Isso é algo que leva tempo.

5. Aproveite as boas qualidades do seu próprio pai, de professores, amigos e parentes para se espelhar e criar sua identidade paterna. Qualquer pessoa que teve um impacto positivo na sua vida pode ser um modelo a seguir. 

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Chupeta ortodôntica: vale à pena?

Geralmente os pais ficam numa enorme indecisão: oferecer ou não a chupeta ao seu filho. Muitos optam pela chupeta ortodôntica. Será que esse simples acessório traz prejuízos ao desenvolvimento do seu bebê? Saberemos agora.

O reflexo de sucção aparece no bebê já na décima oitava semana de vida uterina. É um reflexo de sobrevivência, já que o bebê precisa sugar para se alimentar.

Além disso, sugar dá prazer ao bebê. Assim, o pequeno precisa sugar para saciar sua fome e para atender sua necessidade de sucção. Aí entra a questão da chupeta.

Os pais precisam saber que tanto a chupeta comum quanto a ortodôntica trazem sim prejuízos ao desenvolvimento da criança. Os dois modelos produzem alterações nos arcos dentais e na musculatura facial da criança. A diferença entre eles está na gravidade dos danos causados.

Não vamos nos esquecer: a criança sente prazer em sugar. Portanto, a necessidade de sucção da criança pode ser saciada de outras maneiras que não a chupeta, como, por exemplo, a amamentação. O bebê tem que sugar o seio se alimentando e satisfazendo sua necessidade.

Quando o peito da mãe está muito cheio de leite, o bebê não tem trabalho para retirar o leite e mata a fome, mas não mata a vontade de sugar. Aí entra o segredinho. Nesse caso, a mamãe tem que retirar um pouco de leite antes de amamentar para que o bebê tenha que se esforçar para acabar com a fome. Matou charada?

Bebês que não amamentam podem usar um copo de bico com válvula que fará o bebê trabalhar mais para obter o leite.
Chupeta, mesmo ortodôntica, deve ser evitada ao máximo. O ideal é que as mamães nunca ofereçam esse acessório às crianças. Cabe à mamãe dar os primeiros passos para que o bebê não sofra as conseqüências de algo perfeitamente evitável.

Largue o quanto antes - Se a chupeta já fizer parte do cotidiano da criança, o melhor é que seja abandonada até por volta dos dois ou três anos. Dessa forma, alguns dos efeitos negativos deste hábito, como a mordida aberta anterior, tendem a regredir. Depois desta idade, os problemas progridem, podendo afetar algumas funções como a fala, mastigação, deglutição e respiração.

As mamães não são informadas o suficiente para saber que mesmo as chupetas ortodônticas geram alterações que por vezes não se resolvem somente com a dentição permanente ou uso de aparelho. Muitas vezes a criança precisará também de apoio psicológico para retirada do hábito, terapia fonoaudiológica para as alterações de fala, mastigação e deglutição e tratamento otorrinolaringológico para a respiração.

É importante que a mamãe perceba o que o bebê está tentando transmitir quando chora e atender a essas necessidades sem substituí-las pelo uso do “cala-a-boca” chamado chupeta.

Dicas
0 a 6 mesesA amamentação exclusiva é uma prevenção ao uso da chupeta.
6 meses a 3 anosSe o hábito da chupeta já estiver instalado, o ideal é que se retire até essa idade para que os danos sejam pequenos.
3 a 6 anosSe a mãe sozinha não conseguir retirar a chupeta do seu filho, especialistas como fonoaudiólogos, dentistas e psicólogos devem ser procurados.

Estresse infantil

Num mundo tão agitado e concorrido, parece que a infância não tem mais lugar. É tanto o desejo de que os filhos cresçam rápido, aprendam mais rápido ainda, que as despreocupações infantis deram lugar à imediata ocupação de tempo com coisas que não deveriam fazer parte de seu universo.
criança com olhar triste debruçada sobre um livro
Pais até fazem agenda para que não se percam com tantos afazeres e os mais diversos. A pressão é intensa sobre os pequenos ombros: tem que ser o primeiro da classe e obter sucesso em todas as atividades em que foram inscritos. Tudo muito precoce. As crianças se veem numa corrida contra o tempo  como se isso pudesse garantir um futuro bem sucedido ou promissor.
E como são dependentes de seus pais, física e emocionalmente, preocupam-se em atender a todas as expectativas para não desapontá-los e perder o amor deles. Com isso, as necessidades infantis são postas de lado para que assumam o que lhes foi imposto.
Mas há um preço a se pagar pelo caminho que se decidiu seguir e, obviamente, será cobrado mais tarde e, muitas vezes, mais cedo do que se espera.
É o estresse infantil, que gera uma tensão tão extrema, insuportável mesmo, acompanhada de reações orgânicas como excesso de ansiedade junto com taquicardia, vômitos, diarreias, dores, agressividade, perda de ou sono agitado, doenças respiratórias, enfim. A criança sente como se sua segurança estivesse ameaçada. E de fato está.
Além do estresse infantil poder originar-se das altas cobranças, principalmente aquelas em que a criança ainda não se sente capaz de atingir o fim desejado e esperado, pode, inclusive, originar-se por brigas familiares e separações, abusos e violências contra ela, mudanças de vida, de casa, de escola e  outras tantas, quando não foi bem preparada para poder compreender e aceitar o que vai perder. Não se pode esquecer que toda mudança envolve perdas e ganhos.
São muitos os eventos que podem provocar o estresse infantil, por isso é fundamental que os pais acompanhem seus filhos de perto, fiquem atentos a cada mudança de humor, de comportamento e mesmo de saúde sem motivo aparente, pois pode ser sinal de estresse.
Cada criança é única e o limite de tolerância e o ritmo de aprendizagem são diferentes para cada uma e deveriam ser respeitados.
Na verdade, o que ela deseja é brincar e desfrutar a infância a que tem direito. É muito triste ouvir um adulto dizer que muito cedo teve que assumir responsabilidades, que não teve infância por não ter sido permitido ou por não ter tido outra opção.
Não se pode pular uma fase de vida, pois mais tarde ela retorna. São os adultos infantilizados, que se "esqueceram" de crescer ou crianças atuando como se fossem adultos, tomando decisões que deveriam, via de regra, serem tomadas por adultos.
A criança aprende brincando sozinha ou com seus pares, como também só observando, pois é através da imitação que se dá a maior aprendizagem infantil.
Cabe aos adultos responsáveis refletirem profundamente se não estão ocupando o tempo livre de seus filhos para se verem livres deles e poderem, eles mesmos, desfrutarem seu próprio tempo livre sem preocupação ou interrupçã

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Atividades que devem ser evitadas na gravidez


Com o avanço da gravidez, a regra geral é que você evite qualquer atividade que envolva um risco de queda, ou de você sofrer alguma batida na barriga. As pesquisas são controversas quanto aos efeitos do aumento da temperatura do corpo na gravidez, mas os especialistas preferem adotar a cautela, especialmente no primeiro trimestre. 

O mesmo acontece com a elevação dos batimentos cardíacos durante atividades físicas. O limite mais conservador é de 140 batimentos por minuto, mas cada caso deve ser analisado individualmente. 

As atividades para as quais há indicações concretas de risco à gravidez são: 

• Parques de diversão e parques aquáticos: Movimentos bruscos e paradas súbitas podem prejudicar o bebê, por isso não vá a brinquedos de parques de diversão ou escorregue em tobogãs de parques aquáticos. Esses locais normalmente têm avisos alertando mulheres grávidas. 

• Bicicleta: Se você não está acostumada a andar de bicicleta, não experimente agora que está grávida. Para mulheres que andam de bicicleta com frequência, dá para continuar pedalando até o segundo trimestre. Depois disso, o centro de gravidade muda e o equilíbrio vai embora, o que pode causar quedas. A bicicleta ergométrica, porém, está liberada, sempre com moderação, como todos os outros exercícios. 

• Esportes de contato: Futebol e basquete são os mais perigosos, porque, além do risco de queda ou de choque com outra jogadora, a bola pode bater na barriga. Antes de praticar qualquer esporte com bola, converse com seu médico. 

• Tênis e vôlei: Se você já está acostumada a jogar, pode ser que o médico libere uma partida mais tranquila -- no entanto, só jogue se ele liberar. Mesmo assim, é preciso prestar atenção, porque a falta de equilíbrio torna mais fácil tropeçar ou simplesmente não conseguir parar ao buscar uma bola. Além disso, há o risco de impacto da bola com a barriga. 

• Esqui e patinação: O risco de queda aumenta muito conforme a barriga cresce, por isso a maioria dos especialistas é contra essas modalidades na gravidez, a não ser quando se trata de uma mulher muito experiente na atividade. Mesmo se for esse o caso, a descida livre no esqui é vetada em qualquer momento da gestação. O mesmo vale para o esqui aquático. 

• Ginástica olímpica: A falta de equilíbrio predispõe a mulher a quedas e a traumas na barriga. 

• Andar a cavalo: Mesmo que você seja uma excelente amazona, não vale a pena correr o risco de sofrer uma queda, coisa que pode acontecer com os melhores cavaleiros. Além disso, pode haver algum outro problema por mera coincidência, como um pequeno sangramento vaginal, e aí é provável que você acabe ficando toda encucada por ter andado a cavalo. 

• Sauna e banheira de hidromassagem muito quente: Há indicações de que o aumento excessivo da temperatura do corpo esteja ligado a malformações no bebê. Além disso, sua pressão pode cair e você pode se sentir mal ou desmaiar. 

• Abusar da corrida: Se você não corria antes de engravidar, este não é o momento de começar. Mas, se você é viciada em correr, pode continuar, desde que com moderação. A partir do segundo trimestre, quando aumenta o risco de queda, corra com mais cuidado. Leia nossas orientações para a prática de corrida na gravidez. 

• Mergulho: Você não vai poder mergulhar durante a gestação. Atenha-se ao snorkel e fique na superfície. O perigo do mergulho é a formação de bolhas de ar no sangue, na subida, o que pode ser muito arriscado tanto para você quanto para o bebê. 

• Surfe: Atividade vetada devido ao risco de queda e à possibilidade de traumas na barriga. 

• Atividade física na altitude: Os médicos recomendam que as grávidas não façam atividade física a altitudes acima de 1.800 m, para que não falte oxigenação ao bebê. A cidade de maior altitude no Brasil não chega a isso: é Campos do Jordão (SP), com cerca de 1.600 m. Superam os 1.800 m cidades como Cidade do México, La Paz (Bolívia), Bogotá (Colômbia) e Cuzco (Peru), além de estações de esqui como Aspen (EUA), Las Leñas (Argentina), Valle Nevado (Chile) -- mas não Bariloche (Argentina) e Chillán (Chile), que são mais baixas. 

O melhor mesmo é você pecar pelo excesso de cautela e adotar as atividades físicas mais seguras para a gravidez, como caminhada, pilates, ioga ehidroginástica. Mesmo que antes da gravidez você fosse muito ativa, se estiver com risco de parto prematuro ou restrição do crescimento fetal (quando o bebê não cresce à taxa normal), é preciso reduzir a atividade física no segundo e no terceiro trimestre. 

Converse com o obstetra para chegar a uma rotina de condicionamento físico adequada para suas condições específicas e para o bebê. 

Pare imediatamente de se exercitar e procure ajuda médica se tiver qualquer um dos seguintes sintomas: 
•sangramento vaginal 
• visão embaçada 
• náusea 
• tontura 
• sensação de desmaio 
• falta de ar 
• palpitações 
• aumento do inchaço nas mãos, pés e tornozelos 
• forte dor no abdome ou no peito 
• perda de líquido pela vagina 
• mal-estar 
• ameaça de parto prematuro